quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A culinária cigana

  


A culinária cigana é rica e diversificada, muito embora pouco descrita. Durante séculos, o regime marcadamente animal de nossa alimentação, incrementou muitas ideias corrente sobre nosso povo. Relacionava-se o consumo de alimentos de origem animal com uma “prodigiosa força física”, embora nos concedesse um valor moral negativo: aqueles que consumiam predominantemente este tipo de comida, (como também os gaúchos) estavam associados pelos higienistas à maldade, à perversidade, ao gosto pela pilhagem e por assassinatos e à pouca inteligência. No entanto, a história ressalva, que a base da dieta dos ciganos em viagem não diferia muito da dos tropeiros, composta de: carne seca, feijão, angu ou farinha de milho ou mandioca, arroz, eventualmente aguardente, ou melaço como sobremesa.

No século XIX, com o crescente avanço da pecuária, por exemplo, em Minas Gerais, possibilitou aos ciganos, incorporar o leite e os queijos a sua alimentação, em virtude das negociações que mantiam com fazendeiros e sitiantes.
Entre os ciganos nômades, tanto a mesa quanto os talheres inexistiam, às vezes faltando até pratos. Eram improvisadas gamelas e outros utensílios, mas comiam com as mãos. Em alguns grupos as facas eram mais comuns, pois podiam ser usadas tanto para cortar quanto para introduzir o alimento na boca. Os alimentos eram cozinhados nos acampamentos, fixando-se três paus unidos pelas pontas para formarem uma tripeça, na qual se alocava o caldeirão ou tacho.

Variando de grupo para grupo segundo suas linhagens, regiões de assentamentos, influências locais etc., apresento alguns dos principais alimentos predominantes e os pratos da culinária cigana, porém sem divulgar o modo de preparo.


Pratos ciganos de origem grega. indiana, africana, espanhola, e brasileira.
Abaixo listados estaremos disponibilizando algumas comidas tradicionais muito utilizadas nas slavas (festas ciganas)

Cozidos:
  • Manouche: feijões vermelhos grandes, pedaços de carne e de ossos de pernil de porco, alhos-poró em pedaços, salsão com as folhas em pedaços, alhos comuns inteiros, cenouras e batatas cortadas em pedaços grandes, repolho cortado em 6 partes, cenouras, cebola cortada em duas partes, sal e pimenta-do-reino (moída na hora) a gosto; arroz branco que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.
  • Goulash: cozido de arroz, batata, pedaços de carne bovina e páprica ardida.
  • Paprikach: costela defumada (bovina ou suína) e bacon ao molho vermelho de tomate e pimentão com batatas pequenas, cozidas na casca e páprica doce.
  • Sarmá: arroz com lentilha, carne seca desfiada e nozes.
  • Sarmali: pedaços de carne macia, de boi, pedaços de carne de porco (carne das costelas ou lombo), picar com facão e misturar ao cary, pimenta-do-reino, sal, salsa, cebolinha, colher de sopa de banha de torresmo. Adiciona-se folhas de repolho previamente cozidas sem amolecê-las, formando embrulhos quadrados.
  • Sarmy-Salmava: charutos ou rolinhos feitos em folha de repolho recheados com lombo ou carne bovina moída, azeitonas, bacon e molho dourado e/ou em folha de uva com recheio de bacalhau.
  • Cabén le maslo sar grane: milho de canjica (branco e amarelo) com carne seca, lingüiça e bacon.
  • Roletes: carne bovina ou frango com pedaços de cebola, pimentão (verde e amarelo) e tomate.
  • Kraknie: frango com cerveja preta.
  • Bucho de balichô recheado: 1 bucho de porco, água, limão e bicarbonato, farofa de miúdos de porco, sal e pimentas a gosto, gordura de porco para fritar.


Assados e frituras

Carnes de boi, de porco, de carneiro, de cabrito, aves e peixes. Antigamente, grelhados de forno assados hoje em panelas, eram assados no braseiro, em espetos de madeira aromática. Já a carne de carneiro deve ser raspada com as costas da faca, de véspera, sendo esfregada com hortelã verde, só removido no dia seguinte com vinho branco meio seco com sal.
  • Bakró: pernil de carneiro.
  • Cabrito frito: com arroz e brócolis (lentilha ou nozes).
  • Balo (pernil de leitoa): 1 leitoa de aproximadamente 6 quilos limpa, sal, alho, pimentas malagueta e do reino, óleo de soja. Assar, preferencialmente em forno de lenha.
  • Balichô na gordura: 1 lombo, sal, alho, pimentas malaguetas e do reino a gosto, salsa, cebolinha e coentro.
  • Sharch: costeletas de lombo de porco em pedaços, com pedaços grandes de carne de boi macia, metades de toucinho de fumeiro, pedaços carnudos de frangos, metades de codornas ou borrachos, cebolas inteiras de conserva.
  • Torresmo Calon: 5 quilos de toucinho com pele, sal, alho, pimenta do reino, 6 colheres (sopa) de álcool.

Peixes e crustáceos

  • Os alimentos do mar devem ser marinados com vinho branco ácido, grão de coentro socados e cary (ocuri dos indianos).
  • Peruá ou cação: frito com fubá ou farinha de rosca, leite de coco, arroz (empapado) salsa, coentro, cebolinha, limão, molho inglês.
  • Camarão ou lagostim seco: deve ser preparado em tacho de cobre bem limpo. Antigamente aquecia-se o tacho em fogueira. Ingredientes: sal grosso, folhas de louro verdes e secas. Deve ser mexido com colher de pau até desaparecer a espuma. Depois se retira e espalha-se para secar ao sol. Deve ser servido na folha de repolho...
  • Bacalhau calon (ou espanhol): ½ quilo de bacalhau demolhado, 4 pimentões verdes, ½ quilo de tomate, 3 alhos picados, 2 colheres de chá de açúcar, farinha de trigo, sal a gosto e pimenta malagueta a gosto.
  • Ensopado de caranguejo (ou siri): 2 “cordas” (preferencialmente de caranguejo), sal grosso, molho inglês, limão e queijo ralado.
Massas:
  • Malay: pão de milho.
  • Manrô-Kolako: pão redondo de farinha de trigo.
  • Mamalyga: polenta, linguiça mista e bacon.
  • Naut: grão de bico, linguiça, bacon, salsa, cebolinha, coentro e farinha.
  • Papuchá: pirão de milho.
  • Pão da Baba (ou de Santa Sara): 100 gramas de fermento biológico, 1 litro de leite morno (quase quente), 1 quilo de farinha de trigo, 150 gramas de margarina, sal, açúcar. Misturar entre as mãos até “borbulhar”. bater a massa por 3 vezes até cansar! Tampar e aguardar 30 minutos.
  • Macarrão com Berinjela: 1 cebola, 3 dentes de alho (azeite), 2 berinjelas, 1 colher de sopa de sal, 1 colher de sopa de açúcar, pimenta do reino, massa de tomate, carne cortada em tiras, macarrão rolinho (misturado a massa).

Queijos e saladas:

Brynza: queijo de Cabra (cru ou frito) preparado com orégano.
Armianca: salada de alface e tomate (em rodelas) com champignon; queijo de cabra, cenoura, beterraba em pedaços e berinjela frita (em tiras). Enfeitar com uvas-passa, raminhos de hortelã e pétalas de flores.

Bebidas:
  • Chivuisa: destilado à base de trigo (espécie de aguardente).
  • Sangria calon: vinho tinto, frutas (pedaços de abacaxi, maçã, laranja, uva etc.), água mineral e conhaque.
  • Sifrite francês: ponche de frutas com champanhe, vinho e/ou refrigerante. Enfeitar com pétalas de rosa.
  • Sifrite calon (ou Raulina): maracujá, aguardente, leite condensado, pau de canela, cravo da Índia, hortelã e açúcar. 
  • Tchaio-Kavi: chá feito com erva mate e pedaços das seguintes frutas: maçã (felicidade); uva fresca (prosperidade); uva passa ou ameixa (progresso); morango (amor); damasco (sensualidade); pêssego (equilíbrio pessoal) e limão (energia positiva e purificação da alma). Fazer o chá em água fervente e deixar amornar. Colocar as frutas maceradas, misturar bem, coar e beber.
  • Tai Ximbire Rimili: chá preto ou mate, aguardente, canela, cravo e hortelã.
  • Gingia: bebida típica dos Calon da Ilha da Madeira é uma bebida licorosa e muito saborosa. Em tributo ao meu “tetravô” João Gonçalves Zarco, vou ensinar o preparo: 1 k de gingia, 1 k de açúcar, 1 litro de aguardente e canela em casca. Lavar bem os frutos (que devem ser perfeitos) enxugá-las, cortar os pés ao meio no sentido do comprimento, sem os tirar; pô-las num recipiente de vidro de boca larga; despejar o açúcar por cima, a canela e a aguardente, até cobri-las... Deixar macerar por 6 semanas.

 Tortas e doces:

  • Civiaco tradicional: um queijo Minas, 500 gramas de passas sem caroço, 12 ovos. Misturar tudo em 1 litro de óleo de soja, com 150 gramas de margarina. Adicionar 1 k de farinha de trigo, 1 ovo, sal, açúcar, água (morna, quase quente), 3 colheres rasas de “Pó Royal”. Amassar bastante... Depois de 1 hora, cortar e abrir.
  • Libanitza: 500 gramas de farinha, 500 de “Maisena” 3 ovos, 250 gramas de margarina, leite, meio-queijo Minas grande, 4 litros de leite “C”, 4 ovos, 200 gramas de queijo ralado, 2 colheres de margarina, 1 xícara de chá de “Pó Royal”. Bater no liquidificador... Pré-aquecer o forno por 15 minutos... Levar ao forno por mais ou menos 1 hora. Polvilhar queijo ralado.
  • Cartuechas: banana da terra frita na manteiga, chocolate ralado, queijo de cabra e açúcar.
  • Varenyky: pastel cozido (podendo ser doce) recheado com uva, ou salgado (recheado com batata ou queijo de cabra).
  • Guipén: Doce de ameixa preta e leite condensado.

ATENÇÃO:

CONTEÚDO DEVIDAMENTE REGISTRADO, Registro nº TJGM 17.427-91 – C.

Tem seus direitos REGISTRADOS conforme a Lei. Sua REPRODUÇÃO parcial ou total, por qualquer meio implicará em CRIME. 


Datas importantes: nascimento, casamento e morte

    Tendências entre 08 e 14 de outubro de 2017: Luto Branco | Valéria ...


Embora existindo atitudes diferenciadas entre os vários grupos, um fato é comum: nossa vida é mercada por três acontecimentos fundamentais e não como no calendário de 365 dias dos civilizados. Com algumas variações de grupo para grupo, estes acontecimentos são: o NASCIMENTO, o CASAMENTO, e a MORTE. Falarei em separado de cada um, desde já advertindo mais uma vez, que as diferenças também são significativas entre nômades, seminômades e sedentários, e que resumirei os três temas, pois cada um justificaria um ensaio à parte.

NASCIMENTO

Nós entendemos que cada criança que nasce traz para o mundo novos elementos do Universo e uma mensagem de paz para a humanidade. Também é sinal de continuidade e reforço do grupo. Por isso, a mulher grávida recebe um tratamento especial. O nascimento é motivo para uma festa com duração de até 5 dias, principalmente o do primeiro filho, pois representa a consolidação e a descendência de uma nova família nuclear. O pai ganha prestígio, autoridade, responsabilidade e privilégios, iguais aos de qualquer outro adulto casado, mesmo que seja muito velho.

O ciganinho ou ciganinha geralmente possuirá TRÊS nomes: 

PRIMEIRO: É o nome SECRETO, soprado pela mãe no ouvido do bebê na primeira mamada, chamada “dgdbao-kalibó” (leite negro) pelos ciganos Calon. Ele só será conhecido pela mãe. Servirá para preservá-lo das tentações dos demônios, dos entes e “duendes”, pois os maus espíritos para azucrinar as pessoas chamam pelo nome e a pessoa olha. A atenção e o olhar destroem as defesas. Assim os ciganos não olham e nem dão atenção, porque ignoram o seu primeiro nome. Este nome só lhe será revelado por ocasião do casamento. Só mãe e filho poderão sabê-lo; 

SEGUNDO: É o de BATISMO e será do conhecimento de todos. A criança poderá ser batizada em várias religiões, (pois cremos que o batizado trás sorte) apesar do RITUAL DOS NOMES ser o verdadeiro batismo cigano. Com o batismo começa a ser forjada a identidade cigana; nosso primeiro mistério e a relação diferenciada com o mundo dos não-ciganos. O ritual de batismo é muito especial, correspondendo ao ingresso da criança na sociedade: as avós e/ou tias tratam de BANHAR a criança num tacho ou bacia de cobre com uma infusão de ervas (alecrim, manjericão etc), tendo no fundo muitas jóias de ouro e moedas, para que seu futuro seja próspero, além de representar a riqueza da vida e a importância do bebê. Ele será apresentado à lua para que o tome como “madrinha”. Para o nosso povo, qualquer criança é um presente de Deus e, por isso, deve ser purificada assim que vem ao mundo. Nosso povo tem um inexcedível amor às crianças. Um casal cigano tem em média de 4 a 8 filhos; 

TERCEIRO: Confina-se a ser usado nos PAPÉIS LEGAIS e ao convívio com os não-ciganos. Em muitos grupos é comum a identificação através de um apelido. Para a mulher cigana, a maior infelicidade de sua vida é ser DY CHUCÔ (ventre seco), ou seja, estéril. Nascendo o primeiro filho, os esposos são considerados família autônoma e célula viva do grupo, especialmente o homem, que ganha prestígio, autoridade, responsabilidade e privilégios. Com a maternidade a mulher ocupa seu novo e verdadeiro espaço no grupo. A criança que nasce é também filho da família, do clã e da etnia. 
Nota: Antigamente a criança só cortava os cabelos aos oito anos. Quem cortava era o padrinho.

CASAMENTO

O cigano só é considerado um ROM de verdade, quando se CASA, tem FILHOS e constitui FAMÍLIA. A cigana (BURNIN, BUSNÉ) só será considerada realmente CASADA depois do nascimento do primeiro filho. 

O casamento é tão importante que é considerado um ponto de honra. Numa festa de casamento a alegria só é interrompida por um momento de tensão: o “rontamento”. Após a relação sexual, a noiva entrega às mulheres mais velhas da família do noivo, uma espécie de anágua ou o lençol manchado de sangue. Só então a tensão se desfaz e a festa continua. Não sendo virgem poderá ser repudiada pelo marido e pelo grupo. Muitas pessoas me perguntam: “E se não sangrar?” Nesse caso, uma “Phuri Dai” (cigana idosa, matriarca) será chamada para examinar a noiva. Ela dirá se a moça era virgem ou não. Como ela sabe, é um dos segredos do nosso povo.

A virgindade, considerada hoje um “tabu superado entre adolescentes não ciganas”, é mantida entre nossas moças por entenderem assim: “Só darei meu corpo a quem eu der a minha alma também”. Antes da crítica à atitude firme de nossas moças, ela deve ser vista com louvor diante da época tão corrompida de hoje, de uma sociedade tão permissiva e relaxa.

Ciganos casam-se cedo (hoje entre 14 e 16 anos) para preservar sua cultura e valores. Mas não são raros os casamentos de ciganas aos 10 anos de idade. Incentivamos o casamento entre os membros de nossa etnia, pelo fato da filosofia de vida entre um cigano e um não-cigano ser tão violentamente diferente, que seria difícil a união dar certo. 

Ao contrário do que muitos pensam a paixão e a sensualidade nem sempre estão presentes nos casamentos. O romantismo dá lugar a critérios mais objetivos, como por exemplo, a capacidade da futura noiva para ganhar dinheiro, ou a habilidade no noivo para os negócios. 

A mãe da noiva tem direito de opinar sobre a conveniência daquela união. Hoje os filhos também podem não aceitar (mas dificilmente o fazem), primeiro porque respeitam os mais velhos, segundo por acharem que o casamento é o maior presente que os pais poderão lhes dar, após ter-lhes dado a vida. 

O celibato é mal visto e, adultério, poligamia e homossexualismo são intolerados! Nem guerras, nem crises ou revoluções merecem mais atenção do que o casamento, aquilo que realmente altera a estrutura da família cigana - base de nossa própria organização social -. 

Por ser considerado tão importante, o casamento é um ritual complexo, que envolve uma preparação especial, podendo o noivado durar de alguns dias a meses. 

É verdade que existe o DOTE: ele é combinado entre os pais, podendo a negociação ser mediada por um barô (líder, chefe) e pago como compensação pela perda da filha, que passa a pertencer a família do marido, só voltando se enviuvar. Quanto maior for a beleza e as virtudes de uma cigana, maior será seu dote. 

Atualmente, o “dote” é simbólico, e os presentes dos noivos (geralmente dinheiro) são postos num tacho de cobre ou numa urna de barro (kufia). 

Em alguns clãs, após o casamento os noivos atiram uma taça, pote ou um prato no chão, supondo que o amor só acabará “quando os cacos se juntarem”. 

O casamento cigano ainda é um dos poucos indissolúveis que existem (são raras as separações) e as mulheres são extremamente fiéis e dedicadas aos respectivos maridos. Como já disse o adultério e a bigamia não são tolerados.

O abiel romanô (festa de casamento) dura em média 3 dias e começa com a armação de duas tendas, cada qual com uma bandeira em cima. O primeiro dia é dedicado à preparação das comidas; no segundo acontece uma reunião na tenda da noiva e a distribuição de flores para os noivos, começando pelos pais e estendendo-se aos demais convidados; no terceiro dia, acompanhado pelo pai e empunhando uma bandeira vermelha (que simboliza a honra), o noivo vai à tenda da noiva, onde entrará “forçando” a passagem. Lá dentro é convidado a beber com os pais dela, começando um diálogo preestabelecido. 

A certa altura do diálogo, a jovem será erguida acima da mesa e entregue a ele. As mãos de ambos serão unidas por um pano vermelho, ao mesmo tempo em que um ancião faz votos de felicidade e lhes entrega um pedaço de PÃO (simbolizando o corpo de Cristo) com SAL (para afastar os maus espíritos). 

Geralmente é um kaku ou uma phuri daí quem oficializa o casamento, muito embora os ciganos venham também optando pelo casamento católico. No final da festa a noiva retorna à casa dos pais, onde haverá outra festa mais íntima: ela receberá o DICRÔ (lenço de cabeça, símbolo da mulher cigana casada), significando que ela tornou-se uma BORI ou BORIA (nora, uma filha para a família do marido). Só então se mudará para a casa do marido e o casamento será consumado. 

A cerimônia é mercada pela fartura de comida, bebida, dança, música e alegria. O casamento objetiva a prole, de forma que a esterilidade é considerada uma maldição! 

NOTAS:

A cada dia ocorrem menos casamentos por prometimento. Mas se uma cigana foge com um homem que não pertence a comunidade, cigano ou não, ainda corre o risco de ser punida. Fugir tornou-se um recurso para evitar casamentos indesejados. A cigana fugitiva, será procurada por 2 dias e se encontrada, poderá ter seus cabelos raspados ou ser até morta. Quarenta e oito horas após a fuga poderão retornar e justificar-se perante seu povo. Terá de ter mantido a virgindade. Por uma dessas “fugas”, recentemente em Campinas (São Paulo), os pais de uma cigana tiveram que “indenizar” os pais do noivo pretendente a bagatela de 100 mil reais;

As datas dos casamentos são estabelecidas pelas mães e madrinhas que elegem, sempre, o período fértil, já que a procriação é idéia fixa nas famílias ciganas;

Em muitos grupos, a gestante, objeto diuturno de atenções, desvelos e projeções é preservada até de ver e de ouvir fatos desagradáveis (aleijões, notícias de morte, máscaras e fotografias feias, etc), pois acreditamos que influenciariam negativamente na gestação; 

Ela deve ficar cada vez mais bonita, gorda, viçosa, alegre, movimentada, feliz, dado que os ciganos têm como certo que a gestante partilha o seu corpo e sua alma para completar o corpo e a alma da futura criança;

Embora a Kris Romaí não participe do compromisso de casamento, mas reconhece-o como ato perfeito, caso exista uma separação entre os cônjuges, determinará quem fica com os filhos, e também a partilha de bens, que o marido separa e a esposa escolhe com as respectivas famílias. 

MORTE
Nosso povo não se deixa abater por lágrimas e tristezas, pois a ALEGRIA é nosso mandamento maior. Não encaramos a morte como os gadjôs. A morte é para nós um tema sagrado. No além, pátria eterna dos mortos, habitam aqueles ciganos que estão investidos de todo poder, e a eles é confiado o destino da comunidade. Os mortos são a ponte entre Deus e os homens; devem ser respeitados e cultuados. 

Apesar desta visão, na morte e no luto é que vemos mais vibrante o amor cigano pelos seus. Todos choram, gritam, lamentam, fazem discurso e elogios ao falecido, exaltando suas qualidades. Acendemos velas e contratamos um enterro digno. 

O corpo é velado por dois dias, quando então chamamos o “religioso” para encomendá-lo. Depois se queima seus pertences. Antigamente queimava-se até seu vurdon (carroça) e abatia-se seu cavalo. Se o morto é o marido, a mulher se descabela e dá gritos inenarráveis, parecendo o fim do mundo! Guardará o luto em definitivo, nunca mais tirando o dikrô da cabeça. 

Nos funerais pedimos pouco pelo descanso da alma; os ritos de enterro têm por finalidade apaziguar o defunto. Para nós, o pior é ser mal enterrado. Por este motivo, nos cemitérios, as sepulturas dos ciganos são as mais bonitas e as mais ornamentadas.

Dependendo do grupo, no terceiro ou nono dia acontece os rituais da POLMANA: uma reunião de família em torno de uma grande mesa, na qual três turmas de convidados se revezam. Na cabeceira da mesa senta-se alguém representando o falecido (em outros grupos a cadeira ficará vazia), vestido com a roupa que ele mais gostava, sendo referenciado por todos e servindo-se em primeiro lugar. Depois os homens são os primeiros a tomarem assento. 

À luz de 41 velas rezamos por seu espírito e comemos os pratos preferidos dele, num gesto que objetiva lhe dar “força” para a nova caminhada. O ritual de polmana é uma espécie de “missa” em que se pede perdão e misericórdia a Deus em nome do falecido. Após o almoço, juntamos os restos de comida e os depositamos sobre uma toalha aberta, na margem de um rio ou junto a uma cachoeira. 

Ato contínuo, uma cigana lança nas águas um barquinho com três pãezinhos ou rosquinhas de farinha de trigo, onde no meio terá uma vela acesa. Esta oferenda representa o sopro e a benção de Deus. Acreditamos que assim, o morto saciado de fome e de sede, se desprenda dos bens terrenos. O barquinho levará sua alma através das águas e a vela fará luz, afugentando os espíritos das trevas. 

Repetimos o ritual 40 dias depois, período em que acreditamos que ele ainda poderá está andando pelo mundo até perceber que morreu. Os mortos são dignamente respeitados e, em respeito a eles, daí em diante todos evitam pronunciar seu nome, principalmente à noite. 

Quando acontece de se falar sobre o morto, dizemos – aqui em Romani -: Thie Avel Hertô (Que Deus o salve e o guie). Alguns grupos repetem este ritual no sexto mês, no primeiro ano e, depois nos dias de finados. Somos reencarnacionistas e acreditamos que, “quem nasce cigano em uma vida será assim por todas as outras sucessivas”.

Celebramos também o aniversário de morte, porém no dia 1º de novembro, fazendo a festa de “Todos os Santos”, constituindo-se uma ocasião para uma reunião dos familiares.
Para ir para o céu, um cigano não deve ter blasfemado muito o nome de Deus e não deve ter matado ninguém.

Notas:

A POLMANA costuma ser descrita por nove entre dez ciganólogos como se fosse comum a todos os ciganos, quando na realidade se trata apenas de características culturais Kalderash, embora todos os outros grupos ciganos possuam ritos de “passagem”.

Quando se trata da morte de uma pessoa jovem, uma moça virgem ou de uma criança, soltamos também uma pomba branca no ritual da polmana, simbolizando a pureza;

As mulheres Calon, por ocasião do falecimento do marido, cortam o cabelo e vestem-se de luto. Muito raramente a viúva se casará outra vez. O tio materno assumirá e responderá pela família.

A cultura Kalderash, praticamente a única conhecida do grande público não-cigano é apenas uma das inúmeras sub-culturas ciganas hoje existentes em todo o mundo, cada uma das quais com características próprias, resultantes de histórias diferenciadas de convivência, quase nunca pacífica, com as mais diversas sociedades e culturas.

Material possui direitos autorais, se desejar copiar credite a fonte.

O que significa a música para os ciganos


Dizem que a música é  a combinação harmoniosa e expressiva dos sons.
Para os ciganos, a Música é como o som dos ventos, é o cheiro do mato quando caminhamos nas estradas, é o toque do violão, é o deitar na grama quando precisamos descansar, alguns ainda dizem que ver os carros desaparecerem na imensidão da "rodagem."
Tudo aquilo que é produzido pelo cigano envolve sentimento. Envolvem os cinco sentidos. o cigano só faz aquilo que manda  a sua intuição, a sua alma, a vontade de Deus.
É inexplicável ver, ouvir, sentir, como o dom da música foi dado a um povo que permeia entre o analfabetismo e a inteligência, de forma que grande parte desse povo nunca foi a escola. muitos mal assinam o próprio nome e se orgulham disso.
O povo cigano, parece ter "raízes flutuantes", pois as carregam sua cultura em todos os lugares em que vão, sem ao menos ter bagagem.
Não importa a que grupo pertença o cigano, se é rom, calon, ou sintó. nem precisa ter ido a universidades, estes possuem a universidade da vida em seu sangue, em seu saber.
Muitos artistas conhecidos do meu cigano, ganham a vida tocando sua música, cantando ou dançando em praças, festas, teatros, em geral locais públicos, que tenham muita gente, pois daí vem o seu sustento.

atualmente os ciganos mais rotineiramente se apresentam nestes locais, alguns até em programas de televisão conhecidos, em emissoras campeãs de audiência. sempre propagando a cultura cigana através do seu trabalho.
Os ciganos do grupo rom possui inúmeros artistas em suas mais variadas tipificações musicais. um dos exempls é o chamado "violino de ouro" o cigano roraranô Mio vacite e o seu grupo encanto cigano, outro exemplo seria o cigano "rom lovari Ruiter Durdevitch e seu grupo leshae" entre outros.
Os ciganos do grupo calon possuem também suas preciosidades artísticas, que com os mesmos dons musicais magníficos nos agraciam com um música de excelente qualidade. A dupla Yago e Santiago arrasam no violão com uma voz que mais parecem passarinhos ao pé de nossa janela ao amanhecer do dia.

A música é um dom de Deus dado ao cigano como forma a afastar suas tristezas trazendo alegria aos seus ouvintes, encantando-nos de forma a convidarmos a celebrar a vida, o nascimento e a morte.

Em face disso é comum para os ciganos cantar e beber "o morto" durante ou até acompanhando o velório do ente querido ao "sagrado" (cemitério).

Infelizmente, isso é muitas vezes repudiado pelos não ciganos por falta de conhecimento. que pensam que os ciganos com essa atitude não se importam com o falecido.
Mas na verdade não é isso que acontece.

Os ciganos são tão sentimentais e emotivos que a música expressa o sofrimento através do seu som, e não com palavras ou gestos. a perda do ente querido é algo que não se pode ou consegue mensurar, tamanha é a perda.

è essa uma das razões pelas quais os ciganos bebem, cantam, e tocam instrumentos enquanto caminham acompanhando o seu ente querido pela ultima vez até sua morada final.

Acredita-se que como uma atitude de se despedir desse amigo de longas datas, que muitas vezes foram nascidos e criados juntos, tocar cantar e beber é para os ciganos um último gesto de amor, respeito e fraternidade para com o ente querido.

A sociedade pouco sabe sobre os ciganos, mas a verdade é que essas pessoas em muito contribuem com sua cultura, através do seu trabalho em praças, ruas, bares etc. muitas vezes são constrangidos, como se o músico não tivesse uma profissão.

Essa atitude é tida como dicriminação cultural, e é punível conforme a lei expressa.


Fontes de pesquisas:

Site oficial da OMB - http://www.ombmg.org.br/
Lei 3.857/60 - http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/LEIS/L3857.htm
Código de ética dos músicos -




As línguas ciganas


Conheça os 30 idiomas mais falados do mundo


As línguas ciganas foram criadas pelos próprios ciganos com a Finalidade de se "defender" da discriminação por parte da sociedade. podendo enfim se comunicar sem que sejam compreendidos pelos nao ciganos.

A importância da língua cigana e tão grande para a comunidade que é também um fator determinante no auto reconhecimento entre os familiares, que o fazem através da oralidade.

Possuímos três principais grupos étnicos entre os ciganos: rons, calons e sintos. Sendo os dois primeiros os mais numerosos no Brasil.

1.Os rons

Os rons é um grupo muito numeroso, possuem muitos subgrupos, e até subgrupos de subgrupos e cada um possui sua língua e suas características culturais próprias de origem.

As línguas dos rons chamam-se romanês, e dentro delas ha uma enorme variedade. Estima-se haver em torno de 19 tipos de línguas faladas ao redor do mundo ou mais nos dias atuais.

Tal sub divisão da língua romanes demonstra uma pluralidade linguística na diversidade étnico cultural dos mais diversos grupos ciganos. Vejamos o Exemplo: romanês vlax ou kaldarash, romanês matchuano, romanês rorarano, lovari, rudari, etc.

Se faz mister esclarecer que a língua cigana na palavra "romanês" está sendo pronunciada no plural, na forma feminina a terminação correta da pronúncia é romani e na forma masculina romanô.

Ressalta-se que mesmo sendo de um grupo ha certa dificuldade de entendimento entre os ciganos dos subgrupos rons, devido a acentuada pluralidade linguística. Dai a importância da identificação através da oralidade cultural.

2. Calons

Os calons embora pertençam a duas descendências distintas: Portugal e Espanha, no Brasil falam apenas uma língua conhecida por "CHIB" e essa também possuem suas variações dentro do território Brasileiro, bem como os ciganos que moram fora do país que pertençam a etnia calon que denominam a sua língua de CALÓ/CALÉ.

Durante o processo de identificação familiar, os calons definem as suas origem como se às dividissem por regiões, por exemplo: calen alagoanos, calen do sul, calen do nordeste, calen do rio grande, etc.

A chib, é o seu ouro mais precioso, e algo que eles não dividem com os não ciganos sobre quaisquer hipótese. 

Alguns pesquisadores, historiadores, antropólogos, entre outros. Após adentrarem as comunidades com finalidade de pesquisas, cogitaram a possibilidade de ensinar a língua em escolas e ou universidades, o que não é aceito pelas lideranças das comunidades ciganas.

Os pesquisadores, afirmam tratar-se de resgate cultural o que tornou-se inaceitável pelas famílias ciganas que aceitam a hipótese apenas dentro da comunidade, fora dela retiraria a defesa dos ciganos, e acabaria com o que ainda resta da cultura, afirmam estes.

Essa identificação familiar linguística se da quando os ciganos independente do grupo (rom, calon ou sintó) a que pertençam, Se identificam através da língua, sempre perguntando um ao outro a que família pertencem, identificando inicialmente a figura paterna como por exemplo o pai, avô ou irmão, uma vez q sua cultura e patriarcal.

Tal identificação patriarcal e tão forte e importante que dispensa-se em um primeiro momento quem é a mãe, mesmo essa não sendo cigana, a não ser que essa seja filha de algum cigano mais conhecido voltando a ser novamente aceita através do homem da família. 

A língua ao contrario do que pensam os não ciganos é ágrafa e passada de pai para filho, de mãe para filha através da tradição cigana desde muito pequenos. Comum se ver um bebe cigano que muito antes de dar seus primeiros passos, conseguem entender a língua cigana mesmo sem saber pronunciar uma única palavra. 

Esse "magnifico" entendimento se dá mesmo na sua tenra idade, que o faz compreender o significado das palavras dos seus pais com tamanha facilidade.


Esse artigo é de minha autoria, construído na data de sua publicação. Seja justo. se necessitar copiar algo, credite os direitos autorais.

Hino cigano

Criado em 1971, em Londres, durante o “I Congresso Mundial Romani”, com delegados de catorze países.  o hino nacional dos ciganos foi aprovado. “DGELEM, DGELEM” é uma adaptação feita em uma canção popular cigana dos países europeus, com versos inspirados nos ciganos que foram reclusos nos campos de concentração durante a II Guerra Mundial, de autoria do Rom yugoslavo Jarko Jovanovic A letra, aqui traduzida do Romani para o português é do cigano Lovarir Seronia Vishnevsky: 

H I N O CIGANO


Dgelem, Dgelem lungone dromentsa 


(Caminhei, caminhei longas estradas) 

Maladjilem bhartalé romentsa 
(Encontrei-me com romá de sorte) 

Ai, ai, romale, ai shavalê (bis) 
(Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos) 

Naís tumengue shavale 

(Obrigado rapazes ciganos) 

Patshiv dan man romale 
(Pela festa louvor que me dão) 

Ai, ai, romale, ai shavalê (bis) 
(Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos) 

Vi mande sas romni ay shukar shavê
(Eu também tive mulher e filhos bonitos) 
Mudarde mura família (Mataram minha família) 

Lê katany ande kale 
(Os soldados de uniforme preto) 

Ai, ai, romale, ai shavalê (bis) 
(Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos)

Shinde muro ilô 
(Cortaram meu coração) 

Pagerde mury luma 
(Destruíram meu mundo)

Ai, ai, romale, ai shavalê (bis)
(Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos) 

Opré Romá 
(Pra cima Romá )

Aven putras nevo dromoro 
(Avante vamos abrir novos caminhos) 

Ai, ai, romale, ai shavalê (bis) 
(Ai, ai ciganos, ai jovens ciganos!!!)


Significado de símbolos, Amuletos e talimas.



                            Geração Vampírica |

Os ciganos acreditam que tudo tem um significado, inclusive os símbolos que usamos. 

Os Símbolos, amuletos, e talismãs são objetos de proteção, de força, ao qual se atribui um poder místico que estão ligados com sua forma e a simbologia que os mesmo representam, O punhal, o violino, o pandeiro, o leque, o xale, as medalhas e as fitas coloridas; o coral, o âmbar, o ônix, o abalone, a concha marinha (Vieira), o hipocampo (cavalo-marinho), a coruja (mocho), o cavalo, o cachorro, o galo e o lobo são símbolos sagrados para o Povo Cigano. 

A verbena, a sálvia, o ópio, o sândalo e algumas resinas extraídas das cascas das árvores sagradas, são ingredientes indispensáveis na manufatura caseira de incensos, velas e sais de banho, mesclados com essências de aromas inebriantes e simplesmente usados nas abluções do dia-a-dia, nos contatos sociais e comerciais, nos encontros amorosos e principalmente nos ritos iniciáticos, de uma forma sensível e absolutamente mágica, conferindo grandes poderes. 

vejamos os significados dos símbolos a seguir.


  • ÂNCORA- Simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro, e para se livrar de perdas materiais.
  • CHAVE - Simboliza as soluções. É usado para atrair boas soluções de problemas. este símbolo quando trabalhado no fogo costuma atrair sucesso e riquezas.
  • CORUJA - Simboliza "o ver a totalidade". É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver à totalidade: o consciente e o inconsciente.
  • ESTRELA DE 5 PONTAS -Pentagrama (estrela de 5 pontas) simboliza o Homem Integral (de braços e pernas abetos) interagindo em perfeita harmonia com a plenitude da existência. Simboliza evolução. É usado para proteção, além de estar associada à intuição, sorte e êxito. A estrela representa o domínio dos cincos sentidos. Também conhecida como o Pentagrama.
  • ESTRELA DE 6 PONTAS - Simboliza proteção. É usado como talismã de proteção contra inimigos visíveis e invisíveis. Também conhecida como Estrela Cigana e Estrela de David. A Estrela Cigana é o símbolo dos grandes chefes ciganos. Possui seis pontas, formando dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está à cima e o que está a baixo. Representa sucesso e evolução interior.
  • FERRADURA -Simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.
  • LUA - Simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas, para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo atentando sempre as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.
  • MOEDA - Simboliza proteção e prosperidade. É usado contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que é representada pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.
  • PUNHAL - Simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado na cerimônia cigana de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos, em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.
  • RODA - O grande símbolo geométrico do Povo Cigano é o Círculo Raiado (representando a roda da carroça que gira pelas estradas da vida) provando a não linearidade do tempo e do espaço. simboliza a Samsara, representando o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento, e é usado para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio. É o grande símbolo cigano, e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) - Literalmente significa "viajando". O ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance da liberação.Vurdón (romanês ou romani - dialeto cigano) - Significa "carroção".
  • TAÇA - Simboliza união e receptividade, pois qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.
  • TREVO - É o símbolo mais tradicional de boa sorte. Trevo de quatro folhas: traz felicidade e fortuna. Quando se encontra um trevo de quatro folhas na natureza, podem-se esperar sempre boas notícias. O maior axioma do Povo Cigano diz simplesmente: "A sabedoria é como uma flor, de onde a abelha faz o mel e a aranha faz o veneno, cada uma de acordo com a sua própria natureza".

Os Sete Preceitos Ciganos

                Caminhando Com Os Orixas: Os 7 preceitos Ciganos

Os ciganos possuem uma filosofia de vida, e com ele 7 princípios básicos que os norteiam em tudo o que fazem.Talvez seja esse o motivo pelo qual possuem tanta intuição em sua vida e com isso tornaram-se esse povo mistico maravilhoso.

os preceitos ciganos norteiam suas ações e moldam o caráter cultural dentro da família cigana facilitando a convivência e moldando o respeito entre eles. e como nãao dizer onde eles chegam. são eles: 
 
FELICIDADE - Um campo aberto, um luar, um violão, uma fogueira, o canto do sabiá e a magia de uma cigana. 
ORGULHO- É saber que nunca participamos de guerras e nunca nos armaremos para matar nossos semelhantes. Somos os menestréis da paz. 
AMOR - Amar é vivermos em comunidade, é repartir o pão, nossas alegrias e até nossas aflições. 
LEALDADE - É não abandonar nossos irmãos quando precisam. É nunca negar o ombro amigo, a mão forte e o incentivo à vida. 
RIQUEZA - É termos o suficiente para seguirmos pela estrada da vida. 
NOBREZA - É fazermos da humilhação um incentivo ao perdão. 
HUMILDADE - É não importar-se em ser súdito ou nobre, importar-se apenas em saber servir. 





segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Curiosidades sobre os ciganos

                        10 fatos que as pessoas precisam saber sobre os ciganos | Pavablog

Curiosidade sobre os ciganos: 


-O povo cigano regem-se por leis próprias, que não estão escritas, mas que todos os ciganos conhecem muito bem. 
-Os ciganos identificam-se normalmente pelo vestuário e características físicas: a grande maioria tem a pele e os olhos bastante escuros;
-Os ciganos são um povo oriundo da Índia;
-A família cigana é quase sempre numerosa;
-É frequente o agregado familiar ser constituído por mais do que uma geração – avós, pais, filhos, tios, primos;
-Depois do casamento, o casal costuma ir viver com os pais do noivo;
-O homem é quem toma as grandes decisões da família;
-Muitas vezes são os pais a decidir com quem casam os filhos;
-As crianças ciganas não gostam de estar muito tempo fechados na sala de aula;
-Geralmente grande parte dos pais ciganos considera que o horário escolar se inicia muito cedo. Se o filho disser que não quer ir, o pai não insiste;
-As crianças ciganas, por vezes, desistem da escola porque têm que tomar conta dos irmãos mais novos ou porque os pais mudam de residência;
-As meninas ciganas quando começam a crescer saem da escola porque não podem conviver com rapazes;
-A maioria dos ciganos mais velhos não frequentou a escola;
-Na escola também podemos aprender a conhecer a cultura cigana;
-Antigamente existia uma lei, que proibia os ciganos de ficar mais de 24 horas no mesmo sítio daí criou-se o nomandismo;
-Por terem sido um povo nômade, ainda hoje muitos ciganos têm o hábito de dobrar diariamente, os cobertores e lençóis da cama. Chamam a este hábito “ desmanchar a cama ou fazer a cama”;
-Mesmo vivendo em casas, muitas vezes os ciganos voltam a deslocar-se com frequência, por motivos profissionais ( venda ambulante, trabalho sazonal ),ou quando se zangam uns com os outros.
-Em Portugal e Espanha os ciganos falam uma variante (dialecto)do Romani, chama-se caló;
-Os ciganos não ensinam a ligua o Romani/Caló pois a ligua é sua defesa;
-Os ciganos não escrevem a sua história nem a sua língua pois a cultura é ágrafa;
-Por tradição, todos os homens ciganos se dedicam à venda a partir do casamento;
-Para além da venda existem outras profissões ancestrais, associadas aos ciganos: cestaria, de animais, tosquia, trabalhos sazonais, latoaria, quiromancia (mulheres );
-Também há ciganos com cursos superiores (advogados, professores...);
-Os ciganos trabalham pela manha, no horário de almoço já estão em casa.
-Os ciganos não gostam de viver em prédios(andares) muito altos;
-Os ciganos gostam de casas com quintal e com espaços amplos e arejados, por causa da sua forte ligação à natureza;
-Atualmente a maior parte dos ciganos vivem em meio aos não ciganos;
-No natal os ciganos festejam com muita musica, dança e comida;
-As pessoas mais velhos são muito respeitadas entre os ciganos. É aos mais velhos que são pedidos conselhos e orientações para resolver problemas. o homem mais velho é o mais respeitado da comunidade;
-As mulheres ciganas não entram sozinhas em lugares públicos;
-Quando algum cigano está no hospital, todos os seus amigos e família permanecem da parte de fora, dia e noite, até ele sair;
-Quando o marido morre, a cigana viúva corta os cabelos e queima todos os pertences do marido para não sofrer mais com as lembranças;
-As ciganas quando crescem usam saias compridas ou vestidos e não podem estar sozinhas com rapazes;
-Na família cigana quando morre alguém que habita na mesma casa, os familiares geralmente se mudam;
-O “dia internacional do cigano” é festejado no dia 24 de maio
-Os ciganos gostam muito de ouro, porque em caso de necessidade podem vendê-lo rapidamente. 

Em relação ao namoro

-Quando começam a namorar os ciganos não podem falar um com o outro, mandam recados por outra pessoa; costumam dizer que namoram com os olhos;
-Os homens ciganos não devem recusar um compromisso de casamento/namoro;
-As mulheres podem recusar “dando cabaças”

Em relação ao casamento

-À cerimônia para conceder a mulher cigana em casamento, chama-se pedimento;
-Muitos ciganos para antecipar a data do casamento fogem para longe da família, chama-se fugimento;
-A festa de casamento dos ciganos pode durar muitos dias e são os homens que cozinham;
-Durante as festas de casamento os ciganos usam muitas roupas novas;
-Os ciganos não gostam muito de casamentos com os não ciganos;
-Para desfazer um casamento cigano é preciso reunir as respectivas famílias, para haver um acordo;
-Há muitos ciganos músicos, em todo o mundo;
-Os ciganos aprendem a tocar, cantar e dançar muito cedo;
-A primeira coisa que as mães ciganas ensinam aos bebés é “bater os peitilhos ” (estalar os dedos ) e a seguir é bater palmas à maneira cigana;
-Às vezes quando um cigano começa a cantar ou tocar, aparecem outros ciganos e faz-se uma grande festa .

material registrado sob a lei de direitos autorais, se necessitar copiar, credite a autoria!

Os Ciganos mais famosos do mundo.



                                Resistência & Luta Cabana - ML: Dicionário da infâmia

Poucas pessoas conhecem mas existem muitos ciganos no meio artístico. muitos ja governaram países inteiros, outros fizeram filmes, novelas. porem morreram no anonimato sobre sua etnia.

Dos “imortais” ciganos, restrinjo-me a quatro: GARCÍA LORCA, CECÍLIA MEIRELES, CASTRO ALVES e JERONIMO GUIMARÃES, do qual talvez você nunca tenha escutado falar, mas que sem dúvida irá lembrar-se, ao tomar ciência que ele é o verdadeiro autor de uma das trovas mais famosas já produzidas.

FEDERICO GARCÍA LORCA: nasceu a 5 de junho de 1898, em Granada. Foi assassinado aos 38 anos, nos primeiros dias da Guerra Civil Espanhola (1936). Com a publicação de “Romanceiro Guitano” em 1928, seu nome ganhou projeção internacional. Sua paixão pelo seu povo é manifestada principalmente nesta citação: ”BENDITO SEA POR SIEMPRE LA GENTE GITANE!

De “Romance da Guarda Civil Espanhola”, reproduzimos as duas últimas estrofes: 
Oh! Cidade dos gitanos!
A Guarda Civil se afasta
por um túnel de silêncio
enquanto as chamas te cercam.
Oh! Cidade dos gitanos!
Quem te viu e não te lembra?
que te busquem em minha fronte.
Jogo de lua e de areia.”
Também é de dele esta outra pérola, autoconfissão de sua ciganidade: 
Me porte como quien soy.
Como um gitano legítimo.
La regale um costurero
grande de raso pajizo.
y no quise enamorarme
porque teniendo marido
me dijo que era mozuela
cuando la llevaba ao rio.”
 ANTÔNIO DE CASTRO ALVES: nasceu em 14 de março de 1847 e faleceu em 6 de junho de 1871. Sua obra mais conhecida é “Navio Negreiros”. Sua origem pode ser comprovada pela Certidão de Nascimento. Dele também falou Gilberto Freyre, autor de “Sobrados e Mocambos”: 
“Numa de suas mais belas poesias, o poeta condoreiro cantou a beleza da mulher oriental sob a forma não cigana, mas judia, num disfarce, talvez consciente, de sua admiração ou ternura pela figura materna”. 

CECÍLIA MEIRELES: nasceu a 7 de novembro de 1901 e faleceu em 9 de novembro de 1964. Segundo a crítica, “foi uma das mais autênticas escritoras brasileiras”. CECÍLIA é autora desta pérola: “NÃO FAÇAS DE TI UM SONHO A REALIZAR. VAI”.

Num dos seus mais belos poemas dedicado ao seu povo, ela mostrou o sabor e a essência do espírito nômade:

“A tua raça de aventura 
Quis a terra, o céu, o mar. 
Na minha, há uma delícia obscura 
Em não querer, em não ganhar. 
A tua raça quer partir, 
Guerrear, sofrer, vencer, voltar. 
A minha, não quer ir nem vir. 
A minha raça quer passar.” 

Em outro maravilhoso poema, “Do cigano que viu chegar o Alferes”, Cecília demonstra a dor disfarçada do seu povo: 

“Não vale muito o rosilho; 
mas o homem que vem montado, 
embora venha sorrindo, 
traz sinal de desgraçado. 
Parece vir perseguido, 
sem que se veja soldado; 
deixou marcas no caminho 
como de homem algemado. 
Fala e pensa como um vivo, 
mas deve estar condenado. 

Ah! Cavaleiro perdido, 
sem ter culpa nem pecado... 
Pobre de quem teve um filho 
pela sorte assassinado! 

Vem galopando e sorrindo 
como quem traz um recado. 
Não que o traga escrito: 
Mas dentro de si: - consumado.” 
Por último, seu maravilhoso “Canto Cigano”: 

Seus cabelos,
Balançavam com o vento.
Ela dançava,
Dançava de dia,
Dançava de tarde,
Dançava à noite.

À noite,
Enquanto os archotes brilhavam,
E punham nela muitos fulgores,
Ela sorria e sorria...

Para quem sorria?
Para ninguém.
Bastava, para ela,
Sorrir para si mesma.

Sorria...
Sufocando o pranto, 
Que lhe inundava a alma.
Porque, se ela chorasse, 
Todos choravam também.

E ela tinha que sorrir, 
Cantar, 
Dançar.
Bailando, 
Como baila o vento, 
Cantando, 
Como cantam as aves, 
Só, tão só...

E, no entanto, dona absoluta, 
De todos os olhares, 
De todas as mentes, 
Que estavam ali.
Cada um achando, 
Que era para eles que ela sorria, 
Quando, na verdade, 
Ela não sorria para ninguém, 
Ela sorria para si mesma.

O tempo passou...
E, no vento tão forte, 
Que muda a vida, 
Mudando as pessoas de lugar, 
Daqui para acolá.

Um dia, 
Ela deixou de dançar, 
Mas não deixou de cantar.
Mesmo na solidão dos pinheiros gelados, 
Fazia, com os rouxinóis, 
Um dueto encantado.

O rouxinol cantava de tristeza, 
Ela cantava de saudade, 
De dor...

Por onde andará?
Como estará a terra dos meus amores?
Aonde estarão aqueles,
Que pisam, firme, o chão?
Aonde estará o meu povo?
Será que estão como eu...
Na solidão?

Canta, cigana, 
Canta...
Deixa que o vento da vida te carregue, 
Que a brisa te abrace
E que as folhas te teçam arpejos, 
Nos ninhos dos pássaros.

A solidão nos faz
Aprender a viver, 
Dentro de nós, 
Num castelo encantado.

Onde se é possível, 
Chorar sozinha
E rir, feliz, 
Para todos os passantes, 
Caminhantes, 
Andantes de muitas terras, 
De muitos sonhos,
De muitas estradas.

Deixa voar, 
O seu sonho de paz, 
Porque, um dia, você terá.

Não chore, 
Não chore, cigana, 
Cante.
Porque, mesmo sem cantar, 
Você encanta.
E, Mesmo chorando, 
Você sorri.
Deixa o tempo passar, 
Deixa as folhas voar, 
Voar...
Porque, um dia, 
Paz você terá! 

JERONIMO GUIMARÃES: na página 65 de “Ciganos, Natureza e Cultura” do insigne Oswaldo Macedo, podemos ler: “Certamente, uma das maiores trovas produzidas pela musa popular em língua portuguesa, que, além da inegável beleza literária e a sutil reflexão filosófica, tem esta espantosa singularidade: o número desconcertante de “donos”... 

A trova, tal como foi concebida, é esta: 

“Até nas flores se encontra 
A diferença na sorte – 
Umas, enfeitam a vida; 
Outras enfeitam a morte.” 

Surpreso? Ora quem não ficaria ao saber que seu autor é o cigano Jerônimo Guimarães, que há meio século vem aguçando o voraz apetite de inúmeros e cobiçados devoradores do alheio literário. Vamo-la, constantemente, vimo-la, já, por centenas de vezes, apropriada por uns ou atribuída a terceiros, com ligeiras variantes e até literalmente reproduzida. 

Oswaldo Macedo ressalta: “Esta multiplicidade de autoria, entretanto, é a rampa escorregadia por onde a trova resvala para a orfandade, para o anonimato do folclore. Impõe-se, pois, uma constatação por amor à justiça e respeito à verdade”. 

Jerônimo Guimarães foi um famoso trovador cigano Calon, brasileiro da Cidade Nova, e que morreu em 6 de outubro de 1897, deixando inédita e dispersada em jornais, mas completamente desconhecida, uma obra poética em que há páginas dignas de figurar numa antologia da escola romântica do Brasil, honrando-a. Ele teve em Mello Morais Filho (autor, entre outros de “Cancioneiro dos Ciganos”, 1885), no século passado, o seu primeiro estudioso. Mello recolheu nada menos de 5.000 trovas de ciganos, cuja autenticidade é incontestável, também para Silvio Romero (“História da Literatura Brasileira”). 

Justiça agora feita conheça o pequeno poema de onde a trova se originou: 

“Até nas flores se encontra 
A diferença na sorte – 
Umas, enfeitam a vida; 
Outras enfeitam a morte. 

Umas nasceram para o adorno 
De ricos salões doirados 
Outras, mais tristes, ensombram 
O retiro dos finados. 

Não admira, portanto 
Bons ou maus fins dos viventes 
Quando até as próprias flores 
Têm destinos diferentes.” 

Em 1884, o jornal “Echo Popular” publicou um poema de Jerônimo Guimarães, intitulado “O Destino”, e que foi incluído no ano seguinte na antologia “Parnazo Brasileiro”, cujo pensamento, imagem e até palavras formam como a reprodução ampliada da discutida trova. Vejamos: 

“Nega-se a sorte, o destino: 
Mas por que sentem as flores? 
Por que a diversidade 
Que existe nelas de cores? 
Por que simbolizam uma 
O prazer, outras as dores? 

Vingam saudades e rosas... 
Vestem estas de beleza 
Os esplendores, as graças 
Como contrastes à tristeza 
Daquelas – que trajam luto 
Queixosas de natureza! 
Oh! Não se negue que luto 
Tem um fim por Deus prescrito; 
Que tudo ocupa um lugar 
A um poder circunscrito; 
Desde a planta até o homem! 
Desde a terra ao infinito!” 

Como disse Oswaldo Macedo, “encerrado o litígio no tribunal das letras, fica, afinal, o Calon Jerônimo Guimarães reintegrado na posse mansa e pacífica de sua trova”.
  • ALBERT LEE - Herefordshire - (1943)
É um cigano Romanichel e um guitarrista bem conhecido de música rural, bluess e rock'n'roll que tocou com vários dos artistas mais famosos nesses gêneros. Ele ganhou o Grammy Award em 2002, e outros prêmios concedidos pela Academia britânica de Compositores.

  • ALIJA KRASNICI - Sérvia (1952)
Pertence à família cigana Gurbet e é um dos poucos autores que escreve prosa em Romani. Ele está entre os mais populares e premiados escritores na ex-Iugoslávia, depois de ter publicado mais de quarenta livros e muitos outros trabalhos literários em gêneros diferentes,: prosa, poesia, drama e também livros para crianças. Ele é o autor de um dicionário de Romani.
Ele também é tradutor de Sérvio e Romani. Depois da guerra em Kosovo, vive como refugiado em Kragujevac, Serbia, tendo perdido as propriedades e salvando apenas seus manuscritos.
  • ANTÔNIO SOLARIO - Itália (1465 - 1530)
Conhecido como “Lo Zingaro” (O Cigano), ele era a princípio um ferreiro viajante, pois, seguia a tradição de seu pai. Solario se tornou pintor renascentista da escola napolitana. Em Nápoles, se tornou o a maior pintor de seu tempo. Naturalista, sua melhor obra é considerada uma série de vinte afrescos no monastério de San Severino.
  • AUGUSTINE BEARCE - Grã Bretanha – (1618)
Era um cigano Romanichel deportado pelas autoridades britânicas às colônias na América em 1638 porque ele era um cigano. Chegando a Plymouth, Massachusetts, ele se mudou para Cape Cod em 1639 e casou-se com a princesa de Wampanoag, a neta do Grande Sachem Highyannough e da princesa indígena da tribo de Nanhigganeuck. Porém, tais matrimônios deveriam ter sido bastante freqüentes, como a maioria dos ciganos deportada era do sexo masculino e era muito mais fácil de achar as esposas entreos indígenas, porque também eram excluídos de participação ativa na sociedade branca.
  • AYO - Köln (1980)
“Afro-cigana” é assim que se define a cantora meio-iorubana, meio- cigana romena.O seu nome é Olasunmibo Ogunmakin, e Ayo é o nome artístico, significando Alegria no idioma do pai dela. A música dela é um estilo misturado como ela. Embora sua musicalidade seja mais íntima às raízes africanas, ela se diz influenciada pela herança cigana.
  • BIRÉLI LAGRÈNE – França - (1966)
Seguindo os passos de Django , o guitarrista Biréli Lagrène se revelou um prodígio infantil que só tinha 13 anos quando fez a primeira gravação. Nascido em uma família de músicos autodidatas excelentes, Biréli vive ainda em caravana como um autêntico Manouche cigano Sinto do grupo Valshtike (Franceses). Mestre de versatilidade, ele passou a música de fusão moderna nos 80 e voltou atrás ao tradicional Jazz Cigano nos 90, tendo criado o próprio estilo. Ele é o fundador do “Projeto de Jazz Cigano.”
  • BOB HOSKINS - Inglaterra - (1942)
Robert William Hoskins, como muitos ciganos, passou a juventude viajando e realizando trabalhos ocasionais em circos. Então ele entrou para o cinema e teve sucesso como ator. Sua mãe é do clã Sinto alemão.
  • BRONISLAWA WARMIAK WAJS" PAPUSA" UCRÂNIA (1910 -1987)
Ela foi indubitavelmente uma das maiores escritoras de Romani, a devoção dela para aprender começou cedo na infância. Pertencendo a uma família de músicos, não havia nenhum interesse em literatura entre as pessoas de sua família, assim ela foi ensinada a ler e escrever por uma senhora judia que também emprestou os livros. Ela sobreviveu à perseguição durante a Segunda Guerra Mundial e era a autora de uma coleção de poemas e canções.
  • CECILIA WOLOCH
Estados Unidos da América Escritora americana e poetisa de origem dos ciganos de Carpathian.
Se formou em Inglês e Artes de Teatro na Universidade de Transilvânia,onde tem trabalhado como professora convidada de poesia e escritura criativa.
Entre seus livros de poesia, “Tsigan: O Poema Cigano” conta a viagem pessoal da autora em busca de sua identidade.
  • CEIJA STOJKA - Áustria - (1933)
Margarethe Stojka nascida em uma família de ciganos do clã Lovari, tradicionalmente comerciantes de cavalo. Ainda criança foi deportada para Auschwitz e depois transferida para diferentes campos de concentração até receber sua liberdade. Então Ceija decidiu estudar e se tornou uma escritora; seu primeiro livro foi o primeiro trabalho literário sobre o Holocausto escrito por uma cigana. Ela também é pintora autodidata
  • CHARLES CHAPLIN - Reino Unido - (1889 -1977)
Charles Spencer Chaplin, seus pais eram os artistas de música de saguão.
Ele se sentia fortemente identificado com os judeus e se manifestou em defesa das pessoas judias. Sua mãe chamava-se Hannah Smith, era cigana do clã Romanichel.
  • DAVID BEERI - Hungria (1951) 
Nome de nascimento Károly Pongor Beri, artista cigano que criou o próprio estilo espiritual de pintura moderna, resultante da combinação dos estilos surrealismo, expressionismo, cubismo e outras tendências de acordo com as próprias explicações dele. Suas telas foram apresentadas em muitas exposições, principalmente na Hungria, Alemanha, Países Baixos, Bélgica, Japão e América do Norte.
  • DAVID ESSEX - Londres – (1947)
Seu nome David Albert Cook, o cantor popular e ator, é um cigano Romanichel. David Essex foi o presidente da União de Ciganos de Grã Bretanha e ainda foi um membro ativo do Conselho Cigano. Ele foi premiado pela Rainha com a Ordem do Império britânico pelo compromisso dele com as artes e o trabalho de caridade em 1999.
  • DENNY LAINE – Birmingham – (1944)
Seu nome é Brian Hines nascido em uma família cigana Romanichel, guitarrista, compositor e cantor. Membro de Moody Blues e então o co-fundador com Paul McCartney do Wings. Ele executou como solista com a idade de doze anos, e isto, seguindo o estilo de jazz inspirado por Django Reinhardt.
  • DJANGO REINHARDT - França - (1910 - 1953)
Jean-Baptiste Reinhardt foi o primeiro e ainda o maior músico de jazz europeu. Pertenceu ao mais numeroso clã cigano o Sinto, do grupo de Eftavagarya (alemães). Até mesmo depois que dois dos dedos foram seriamente comprometidos por um acidente, Django executava excelentemente violino, violão e banjo com o uso dos dedos saudáveis. O estilo particular de Django também está definido como “Jazz Cigano.” A família Reinhardt conta com muitos músicos de jazz excelentes, entre eles os violinistas Schukarnak Reinhardt e Martin Weiss, e os guitarristas Babik Reinhardt, Hänsche e Maurice Weiss.
  • DUNJA RAJTER - Croácia - (1941)
Dunja Rajter é atriz e cantora. Estudou na Academia de Teatro de Zagreb, e então se mudou para Alemanha onde alcançou sucesso. Inicialmente como atriz e na década de 70, como cantora, e algumas de suas canções alcançaram as paradas de sucesso alemãs. Como a guerra civil dividiu a antiga Iugoslávia, ela resolveu ajudar apoiando as crianças necessitadas nos hospitais.Também gravou o hino nacional croata para a Copa do Mundo na Alemanha em 2006.
  • ELENA LACKOVÁ - Eslováquia - (1921 - 2003)
Elena Doktorová, ela foi a primeira menina cigana que se formou na Univerzita Karlova de Praha, a mais velha e mais importante universidade da tchecoslováquia. Desde sua infância gostava de ler, mas seus primeiros trabalhos literários foram perdidos durante a guerra. Ela escreveu vários romances, contos e peças sobre o Holocausto em Romani.
Em 2001 ela foi honrada com o Rabbi Chatam Sofer Memorial Medal, o prêmio mais alto dado pelo Museu eslovaco de Cultura judia, para o trabalho documentário sobre o Shoah.
  • Edyta Górniak – Polônia - (1972)
NA LACKOVÁ - Eslováquia - (1921 - 2003), Filha de um pai Cigano e mãe polonesa. A infância dela foi marcada através da discriminação por causa das origens ciganas, porém, ela alcançou fama se tornando a primeira estrela popular na Polônia e depois na Europa e Ásia. Ela foi a primeira cantora polonesa que participou em Eurovision (1994), e o segundo lugar na classificação mais alta alcançada até agora pela Polônia naquela competição. Ela canta no polonês e inglês, e recebeu muitos prêmios e também cantou em dueto com José Carreras.
  • Elvis Presley - USA - (1935-1977)
Não é necessário explicar quem foi Elvis Aaron Presley. Talvez o que é menos conhecido dele é que os antepassados entravam na Alemanha em princípios de o 18º século e o sobrenome original era Pressler. Eles eram ciganos do clã Sinto , também chamados de “Chicanere” ou “Melungeons”. Também sua mãe era do clã Romanichel, pois possuía o sobrenome Smith.
  • Elek Bacsik - Budapeste - ( 1926-1993)
Guitarrista e violinista, começou a tocar a mocidade como é comum entre ciganos húngaros. Em 1949 ele deixou a Hungria, seguindo o amigo György Cziffra. Em 1966 ele emigrou para os Estados Unidos onde ele completou a carreira como músico de Jazz depois de ter tocado em conjuntos na Europa com algumas figuras notáveis de Jazz. Ele também foi o violinista na orquestra de Elvis Presley, gravou com Dizzy Gillespie se apresentou em muitos concertos com grandes representantes de Jazz americano.
  • Ferenc Snétberger – Hungria - (1957)
Pertencente ao clã cigano Sinto. A carreira dele como guitarrista foi desenvolvida na infância, desde então, cultivando gêneros diferentes, do clássico a jazz, popular e tango. A primeira composição para violão e orquestra, “em memória do Meu Povo” foi tocada por músicos israelitas para celebrar o 50º aniversário do fim do Holocausto. Ferenc Snétberger dedicou este trabalho à memória do Holocausto Cigano, inspirado na música profundamente apaixonada cigana.
  • George Bramwell Evens – Reino Unido - (1943)
Era um jornalista da BBC muito popular, mais conhecido como “Cigano”.
Ele também era responsável pelos programas para crianças nos quais ele reproduzia os sons de natureza em estúdio com o efeito como se eles estivessem ao ar livre, e descrevia a vida cigana e as suas viagens em caravana.
  • György Cziffra – Hungria - (1921 - 1994)
Grande pianista, ele interpretou clássicos de compositores como Liszt e Chopin de um modo particular. Nascido em uma família humilde de ciganos húngaros, foi reconhecido internacionalmente como pianista excelente e mestre de improvisação. Depois da Guerra, foi preso por razões políticas e as torturas sofridas danificaram suas mãos. Tendo sido libertado, ele emigrou à França e sua habilidade foi restabelecida.
  • Henry Joseph Wood– Reino Unido- (1869 - 1944)
Pertenceu a uma família de ciganos Romanichel tradicional; ele era regente orquestral, fundador do Promenade Concerts. Ele também era um compositor cuja maioria do trabalho célebre é “Fantasia on British Sea Songs”. Às vezes usou o pseudônimo Paul Klenovsky. Knighted em 1911 para assinar suas composições.
  • Ian Hancock
Seu nome cigano é Yanko Redžosko, ele é lingüista renomado, professor de Romani, e defensor dos direitos humanos ciganos. Ele nasceu e cresceu na Inglaterra, e é um dos contribuintes principais no campo de estudos de Romani.
É o diretor do Programa de Estudos de Romani e o diretor do Centro de Documentação e Arquivos em Romani (RADOC) na Universidade do Texas em Austin onde ele é professor de inglês, lingüística de estudos asiáticos desde 1972. Ele representa os ciganos (Romani) nas Nações Unidas e atuou como membro do Conselho Comemorativo norte-americano do Holocausto durante o governo de Bill Clinton que, de acordo com Hancock, tem ancestrais ciganos. Ele também representou os ciganos na cerimônia do prêmio Rafto Prize de 1997.
  • István Dankó - conhecido como Pista Dankó – Hungria – (1858-1903)
O autor e artista de música folclórica húngara, também foi chamado " Nótafa " (o cantor de povo). Na cidade nativa dele compôs música para mais de quatrocentos trabalhos de poesia. Então ele se mudou para Szatmar e casou-se com Ilonka Joó, a filha do prefeito daquela cidade, o casal teve que fugir - no estilo cigano - depois da desaprovação do pai dela porque Dankó era um Cigano. Na carreira ele conheceu as personalidades mais importantes do seu tempo e até mesmo ficou o amigo pessoal deles, inclusive do primeiro-ministro István Weckerle e muitos reconhecidos escritores húngaros e poetas.
Vinte anos depois da sua morte, uma estátua foi erguida em Szeged pelo rio de Tisza. Pista Dankó foi o segundo cigano húngaro depois de János Bihari a ganhar tal honraria.
  • Iva Bittová - Moravia - 1958
Nascida de um pai cigano e uma mãe judia, Iva Bittová herdou o talento do pai que era um músico renomado na Tchecoslováquia. Ela é violinista excelente e uma lenda na música Tcheca moderna. O estilo dela está definido como vanguardista, uma mistura original de música folclórica e contemporânea criada por ela. Ela também é compositora de muitos dos trabalhos e emprega técnicas sem igual, pessoais de executar. Ela alcançou sucesso internacional e deu concertos ao longo da Europa e o E.U.A.. Sua irmã Ida Kelarová é cantora de reconhecimento internacional, fundadora do conjunto Romanó Rat” (Sangue Cigano).
  • Jake Bowers - Reino Unido - (1972)
É um jornalista autodidata nascido em uma família cigana Romanichel com 17 irmãos. Pensando nos direitos sociais dos ciganos, fundou a Companhia de Mídia Cigana. Ele trabalhou para televisão e rádio da BBC, para o Guardian e para muitas outras publicações independentes. No momento está trabalhando no projeto de começar via internet uma rádio em Romani.
  • Janika Balaž Vojvodina (1935 -1988)
Nascido em uma família de ciganos húngaros , na infância manifestou a vocação artística tocando violino.Mas depois se especializou em tamburitza e se tornou um virtuoso neste instrumento , típico daquela região e tradicionalmente tocado por ciganos. Ele realizou muitas apresentações na Iugoslávia e concertos em muitos teatros importantes do mundo, caracterizou para filmes documentários e trabalhou com músicos de prestígio internacional. Um monumento em sua homenagem foi erguido em Novi Sad na frente de Petrovaradin, no riacho oposto ao Danúbio.
  • János Balázs – Hungria - (1905 - 1977)
Nascido em uma família de músicos ciganos, János Balázs superou a todos pintando e fazendo poesia. A arte criativa dele é sem igual e misteriosa, rica em cores, e carrega a expressão dos sentimentos mais profundos de ambas culturas húngara e cigana. Embora ele começasse a carreira artística tardiamente, alcançou um lugar entre os maiores pintores do 20º século.
  • Jarmila Balázová – Tchecoeslováquia- (1972)
É uma jornalista cigana que trabalha para rádio Tcheco e televisão. Em 1992 ela fundou a Radiodifusão de Romani(língua cigana), então ela se ocupou de espetáculos de TELEVISÃO produtores para crianças. Ela também escreve para revistas e é editora de uma publicação mensal em Romani. Ela é uma membro do Conselho do Governo Tcheco para Minorias Nacionais.
  • Jimmy Rosenberg - França - 1980
Seu nome, Joseph Rosenberg nasceu em uma família cigana do clã de Sinto, ele foi revelado para ser um grande guitarrista à idade de 13. Ainda sendo um adolescente, ele tocou com gênios como Biréli Lagrène, Stéphane Grappelli, o Stochelo Rosenberg e outros, e viajou em concertos na Europa e os Estados Unidos, inclusive o Carnegie Hall. E contudo, ele ainda prefere viver como um verdadeiro Sinto, em uma caravana.
  • Johann “Kalitsch” Horváth - Austro-Húngaro - (1912-1983)
O contador de histórias e escritor, Kalitsch foi o único membro de sua família a sobreviver após terem sido deportados para Auschwitz onde perdeu a primeira esposa e três filhos. Então se casou com a cunhada e reconstruiu uma família. Com suas narrativas chamou atenção dos austríacos para a existência de grupos minoritários e contribuiu para manter viva a língua romani falada em Burgenland.
  • Johnny Raducanu - Romênia, (1931)
Chamado “Sr. Jazz da Romênia”, é um pioneiro de música de jazz em seu país e um artista excelente, principalmente como pianista. Ele pertence a uma família de ciganos de tradição musical longa. Ele tocou e gravou com muitos dos maiores artistas de Jazz, foi premiado com o Prêmio de Excelência pela União de Compositores romenos e recebeu um cartão de sócio honorário da Nova Orleans Jazz Academia. Ele também é o fundador da escola de Jazz romena e o Presidente de Federação de Jazz romena.
  • Jožka Kubík - Tchecoslováquia - (1907 -1978)
Pertenceu ao grupo quase extinto de ciganos Moravianos.
A família dele era tradicionalmente de ferreiros e músicos. Ele aprendeu a tocar violino na infância e à idade de quinze estava conduzindo um conjunto folclórico. Ele foi o primeiro músico que introduziu o cymbalion entre violinos e violas em uma orquestra folclórica Tcheca que requereu o desenvolvimento de um estilo de tocar mais elaborado. Ele foi um dos poucos ciganos moravianos que sobreviveu o Holocausto. Em 1990, um asteróide descoberto por astrônomos Tchecos foi nomeado Jožka Kubík em sua honra.
  • Juscelino Kubitschek de Oliveira - Minas Gerais – (1902-1976)
Presidente de Brasil (31/1/1956-31/1/1961), pelo Partido Democrático Social (esquerda moderada). Seu avô era um cigano Tcheco, Jan Kubícek, nascido em Trebon, Bohemia. Durante o governo dele não havia os prisioneiros de consciência. JK (como ele é normalmente conhecido) transformou o Brasil em um poder industrial, fundou a indústria do automóvel e desenvolveu a construção de estradas ao longo da nação. Sua melhor realização foi a fundação de Brasília.
Juan de Dios Ramírez Heredia y Montoya - Espanha - (1942)
O jornalista e escritor, foi o primeiro membro Cigano do Parlamento europeu (1994-1999), para o Partido Socialista. Em 1995 ele foi designado membro Honorário do Conselho da Vida Européia, depois de ter sido o membro da Assembléia de Parlamento desde 1983. Em 1996 ele fundou o Unión Romaní que é a principal associação cigana na Espanha. Ele é o autor de várias publicações que lidam com assuntos sociais como também idioma de Romany e gramática.
  • Kálmán Balogh – Miskolc – (1959)
Nascido em uma família cigana de tradição musical reconhecida, Kálmán Balogh é um cimbalista virtuoso. Ele se formou na Ferenc Liszt Academia de Budapest, e em 1985 ele foi premiado como Mestre Jovem de Artes Folclóricas. O cymbalon é um típico instrumento dos ciganos húngaros, tocado com bastões que Kálmán Balogh toca com domínio total. Ele fundou o próprio conjunto e alcançou sucesso internacional.
  • Katarina Taikon – Suécia - (1932 -1995)
Não tendo tido acesso a educação de escola por causa de ser cigana do clã Kalderash, ela alcançou fama se tornando uma escritora, principalmente de livros para crianças. O trabalho literário Katitzi " é uma história inspirada na infância dela.
  • Katarzyna Pollok - Ucrânia - (1961)
Reconhecida internacionalmente como pintora e escultora, ela é uma cigana do clã Sinti comprometida com os direitos das minorias étnicas e com freqüência aborda a memória do Holocausto Cigano (Porhaymós) no momento reside na Alemanha, e realiza exibições de arte em todo o mundo.
  • Kerope Petrovich Patkanov (Patkanyan) – Armênia - (1833 - 1889)
Cientista pertence a um clã das famílias ciganas armênias. Estudou no Instituto de Lazarevsky de Idiomas Orientais e se tornou perito em história armênia, cultura, idioma e literatura. Executou uma pesquisa no idioma e cultura de Ciganos Caucasianos e outros grupos nômades, e escreveu artigos em geografia e história para publicações em Enciclopédias.
  • Kostas Pavlidis - Grécia - (1974)
É um dos cantores contemporâneos mais qualificados da Grécia. Em 1993 ele participou do concerto de música cigana do qual foi elaborado o álbum “Canções dos Ciganos da Grécia” desde então ele tem gravado com os artistas gregos mais importantes, e está contribuindo à modernização da cultura musical dos ciganos gregos.
  • Lila Zellet Elías - México - (1971)
Lucila Tellez Elías Nemer pertence a uma família de ciganos sírio-libanesa.
Ela é dançarina e cantora, como também diretora de arte em teatro, dança em ópera e filmes desde 1991, é professora de artes visuais e história de arte desde 1993. O trabalho dela é dedicado à pesquisa, conservação e difusão de expressões musicais e coreógrafas ciganas do Oriente Médio, como também propostas novas que unem cultura cigana na América Latina. Ela desenvolveu um sistema de educação de dança cigana-coreografáda professionalizante formando na escola que ela fundou, Madrasat Al Mosharabía, único na América Latina.
  • Louise Doughty - Reino Unido - (1963)
Dramaturga britânica, crítica e locutora de rádio. Os últimos dois romances, Fogos na Escuridão e Berço de Pedra, tratam da vida (cigana) Romani.
  • Lyubov Nikolayevna Pankova – Moscou - (1925)
Ela é doutorada em Biologia e Assistente de Pesquisa em cargo no Instituto Central de Suporte Capacidade e Suporte de Organização para o Inválido. Ela escreveu muitos livros especializados e continuou mais de cinqüenta trabalhos científicos lidando com o humano e fisiologia animal, características clínicas, anatômicas e nervosas de crianças, e outros tópicos científicos. Ela também escreveu a experiência de vida na qual são registrados fatos importantes da história nacional.
  • Manoush - Alemanha - (1971)
O nome de nascimento dela é Marcia Nicole Rani, ela é filha de um sobrevivente do Holocausto cigano. Atriz, dramaturga e cantora, executa principalmente o papel da menina má em suas encenações.
Se instalado nos Estados Unidos, ela também tem a própria banda de música.
  • Mariska Veers - Países Baixos - (1947 - 2006)
Ela era a filha do violinista Lajos Veers cigano húngaro. Ela era uma cantora popular e a carreira começou nos anos 60. Ela alcançou popularidade como o vocalista do The Shocking Blue.
  • Martin Taylor - Reino Unido – (1956)
É guitarrista autodidata de prestígio internacional. Ele é um cigano Romanichel. Ele foi condecorado pela Sociedade do Império Britânico pelos serviços que ele prestou na área de música em 2002 entre as realizações dele, tem o Prêmio de Jazz britânico como melhor guitarrista dez vezes entre 1987 e 2001, título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Paisley, Escócia em 1999.
  • Matéo Maximoff - França – (1907-1999)
O pai dele um Kalderash russo que migrou à França e a mãe uma Manouche (Sinti francês). Matéo Maximoff sobreviveu ao Porhaymós(holocausto cigano) durante o Segunda Guerra Mundial; ele se tornou um escritor excelente em Romani e francês, e defendeu o direito de educação para as crianças ciganas. Seus trabalhos literários foram traduzidos em vários idiomas. Depois de ter se tornado pastor Evangélico, completou uma tradução do Novo Testamento em Romani Kalderash .
  • Michael Caine - Reino Unido - (1933)
Seu nome Maurice Joseph Micklewhite, era uma tradição da família cigana Romanichel chamar o primeiro filho de Maurice.
Como um ator, foi premiado duas vezes com o Oscar (1986 e 1999).
  • Micaela Flores Amaya “La Chunga” - França - (1938)
“La Chunga” é conhecida mundialmente como uma dançarina de flamenco, mas aqui quero mencioná-la como pintora. Começou a pintar como autodidata e seu estílo foi elogiado por Picasso, que disse: " como é possivel que uma menina cigana sem estudos expresse tal sensibilidade de cores em suas pinturas..."
  • Mikhail Erdenko Rússia (1885 - 1940)
Foi o fundador de uma dinastia de músicos ciganos russos, cantores, dançarinos e artistas. Violinista excelente, era o professor no conservatório de Moscou e amigo pessoal de Lev Tolstoy, para quem tocou também. Ele era um mestre em arranjos de música popular da qual o mais célebre é a versão do Kol Nidrei, uma oração judia em aramaico que é dita na Sinagoga ao serviço da noite de Yom Kippur. Ainda é considerado que o Kol Nidrei de Erdenko é a versão mais bonita da oração.
  • Mircea Lacatus - Romênia - (1962)
Escultor,cigano, graduado na Universidade de Artes em Bucareste, Romênia. Residente em Viena expôs seus trabalhos de forma internacional, principalmente na Áustria, Romênia, Croácia e Japão.
  • Natalya Nikolayevna Pankova – Moscou - (1924 - 1991)
Ela se formou em Química e trabalhou no Instituto de Subprodutos Orgânicos e Tinturas como Assistente de Pesquisa. Durante a atividade profissional, foi reconhecida pela invenção de trinta processos avançados de tinturas de cianeto para as quais obteve os certificados de autoria. Natalya Pankova não só era um cientista excelente, ela também era artista talentosa, cantora, dançarina e pintora.
  • Nikolay Aleksandrovich Pankov - Rússia (1895 – 1959)
Um pioneiro entre escritores ciganos russos, o talento literário de Nikolay Pankov foi o resultado de uma educação autodidata. Em 1922 ele se mudou para Moscou e foi se familiarizado com organizações ciganas, com as quais ele cooperou na promoção do idioma de Romani e cultura. Autor, o poeta, tradutor e jornalista, escreveu artigos e poesia para o diário Novyi Put'; traduziu em Romani alguns trabalhos de Aleksandr Puškin, criou um alfabeto de Romani e contribuiu com a produção de um dicionário Romani-russo. Ele também foi membro da Gypsy Lore Society of Liverpool, Inglaterra. Ele é pai dos cientistas Natalya Pankova e Lyubov Pankova.
  • Nikolay Slichenko - Rússia - (1934)
Ator de teatro desde a mocidade, ele sobreviveu à Segunda Guerra Mundial na qual perdeu o pai e outros membros da família. Ele ganhou vários prêmios importantes como o People"s da URSS (1981), Prêmio Estatal da URSS (1987), e a Ordem para o Serviço para Pátria (2004). Em 1977 ele foi designado como Produtor do Teatro Cigano de Moscou. Também há uma estrela nomeada com seu nome.
  • Nikolay Ivanovich Erdenko Rússia (1945)
Violinista talentoso, ele é o “o patriarca” do povo russo cigano moderno. Ainda sendo um estudante, ele foi chamado para tocar com uma orquestra sinfônica no Japão, e então recusou uma proposta para ensinar no conservatório de Tóquio. Nikolay Erdenko é considerado um perito por músicos excelentes que o tiveram como um conselheiro e professor. O músico e cantor, seu estilo é único, mas mantendo a alma de cigana. Ele participou em trilhas sonoras de filmes sobre histórias Ciganas, inclusive o filme mais célebre deste gênero, “Tabor Uhodit V Nebo”. Ele gravou álbuns com o esposa Roza e suas filhas , em Romani e russo.
  • Ondrej Gina - Bohemia – (1971)
Ondrej Gina é o filho de um conhecido ativista de cigano e o primeiro repórter cigano do diário de notícias em televisão Tcheca. Antigamente o correspondente para a Agência de Romany Internacional “Romnews” e repórter para o diário de rádio.
  • Olga Pankova - Rússia – (1983)
Uma sobrinha de Nikolay Pankov, ela começou a carreira escrevendo para o diário Novyi Put'. Ela também traduziu a prosa de Puškin e poesia em Romani. Ela foi autora de uma coleção de versos intitulada “Amaré Divesa” (Nossos Dias), publicado em Moscou em 1933 que foi o primeiro trabalho literário Romani escrito por uma mulher.
  • Panna Cinková - Hungria – (1711-1772)
Nascido em uma família de músicos de ciganos, foi a violinista mais renomada. O talento era evidente desde sua infância. Ela fundou um conjunto cigano com o marido e o cunhado, e depois com os filhos. Seu domínio instrumental e sua beleza fizeram dela uma lenda viva. Sendo solicitada a tocar para a nobreza, ela também tocou para a Arquiduquesa da Áustria.
  • Patricio Kassimati Hearn (Yakumo Koizumi) - Grécia (1850 -1904)
Poeta, jornalista, tradutor e professor de idioma, pertenceu à família cigana Heron Romanichel. Educado na Irlanda, Inglaterra e França, em 1889 foi para o Japão e casou-se com a filha de uma família tradicional de Samurais. Desde 1895 ele é conhecido pelo nome japonês Yakumo Koizumi. Ele era o autor de vários livros sobre o Japão e sua cultura, e era o professor de literatura inglesa na Universidade Imperial de Tóquio e em Universidade de Waseda.
  • Pavel Serebryakov Tsaritsin (1909 -1977)
Nascido em uma família cigana. Sendo um músico talentoso, à idade de 19 ele se mudou para Leningrado, com a finalidade de estudar piano no conservatório mais antigo da Rússia onde começou sua brilhante carreira: em 1938, ele se tornou o Diretor do mesmo Conservatório, uma posição que ele manteve durante quase trinta anos, até a sua morte.
  • Philomena Franz - Alemanha - (1922)
Nascida em uma família de músicos ciganos do clã Sinto, na infância foi cantora de música tradicional cigana e dançarina em uma companhia de teatro. Foi enviada para Auschwitz e transferida para outros campos de concentração dos quais sobreviveu, mas tendo perdido a família. Ela se tornou escritora e em 1995 foi premiada no Bundesverdienstkreuz que é a honraria civil mais alta conferida na Alemanha.
  • Reyhan - Bulgária - (morreu em 25/7/2005, aos 19 anos)
Era um cantora cigana popular. Ela gravou alguns álbuns, principalmente em idioma turco, e estava se tornando uma estrela quando morreu em conseqüência de um acidente de estrada.
  • Rickie Lee Jones Illinois (1954)
Cantora e compositora, ela executou vários gêneros musicais, principalmente inspirado em blues e estilos de jazz. Ela é de origem cigana galesa. Conhecida desde então pelo estilo de vida não convencional em sua mocidade, ela morou entretanto em lugares diferentes fora os Estados Unidos. Ganhou o Grammy Award duas vezes. Uma antologia da carreira dela foi realizada no álbum “a Duquesa de Coolsville.”
  • Roby Lakatos - Hungria - (1965)
É um descendente direto de János Bihari e membro de uma família tradicional de músicos ciganos dentre os quais ele recebeu a formação musical, então completado no Béla Bartók Conservatório de Budapest. Ele é um violinista extraordinariamente versátil, capaz de combinar clássico, jazz e popular em um único desempenho. Como compositor e coordenador, fundou o próprio conjunto e executou em festivais internacionais com orquestras prestigiosas.
  • Ronald Lee – Montreal
Mesmo tendo nascido em Montreal passou dos 5 aos 13 anos no Reino Unido. Depois do retorno a Montreal, viveu a maior parte de sua vida lá, mudando-se para Ontário em 1994. Ele vive atualmente em Hamilton com a esposa, Giannina Bottacinni. Como um bom cigano já trabalhou em diversas áreas e profissões entremeadas com períodos de emprego autônomo de Office boy, como ferreiro, na adolescência, na área rural de Quebec com um cigano Kalderash, de mecânico, músico popular, modelo, criador de maquetes no Exército de Montreal e Museu Marítimo e finalmente, jornalista e escritor. Em 1997 ele se mudou para Toronto para se tornar um membro fundador da Comunidade Central dos Direitos Ciganos. Durante este período, ele administrou vários programas e serviu como o diretor executivo e presidente do conselho de administração. Desde 2003, tem ensinado em um seminário primaveral intitulado: A Diáspora Cigana na Faculdade do Canadá, Universidade de Toronto.
  • Rosa Taikon Janush - Suécia (1926)
Ouríves e joalheira, ela é a irmã de Katarina Taikon, escritora. Suas habilidades manuais estão expostas em exibições e museus, principalmente na Suécia.
  • Sandro - Argentina – (1945)
Seu nome civil é Roberto Sánchez, seu nome atual é Sándor Papadópulos. Com quarenta anos de carreira artística, Sandro é o cantor popular da Argentina, e o primeiro cantor latino-americano que lotou o Madison Square Garden várias vezes.
Sandro se tornou uma estrela do rock'n roll nos anos sessenta, inspirado por Elvis Presley. O estilo apaixonado dele conquistou o público feminino na Argentina e ao longo do continente. Pelo talento artístico dele e habilidade de renovação, a música dele esteve sempre em foco, e hoje ele é principalmente um cantor de balada romântico.
  • Schack August Steenberg Krogh - Dinamarca – (1874-1949)
Conhecido como Dr. August Krogh, este cientista era um cigano dinamarquês, professor na Universidade de Copenhague entre 1916 e 1945. Ele alcançou várias descobertas importantes em zoofisiologia, expostos em seu livro Troca Respiratória entre Animais e Homem (1916), Regulamento Osmótico (1939) e Fisiologia Comparativa de Mecanismos Respiratórios (1941). Premiado com o Prêmio de Nobel de Medicina em 1920 pela descoberta do funciomanento dos vasos capilares durante trabalho muscular, estudos que foram publicados no livro A Anatomia e Fisiologia dos Vasos capilares (1922).
  • Sergiu Celibidache Romênia (1912 - 1996)
Era indubitavelmente um dos maiores regentes de orquestra do 20º século.
Ele pertenceu à numerosa minoria de ciganos de Romênia. Ele era o Regente Principal da Berlim Philharmonic Orquestra de 1945 a 1954 e do Orchestre de Nacional a França de 1973 a 1975. Celibidache também era o regente convidado do Orchester Süddeutschen Rundfunks, Stuttgart, e cooperou com o Münchner Philharmoniker. Por convicção pessoal, recusou a gravar suas regências de forma comercial.
  • Sofia Vasilyevna Kovalevskaya - Rússia - (1850 -1891)
Nascida em uma família cigana erudita e culta que pertenceu à nobreza russa, ela era um gênio em matemática desde a infância. Ela podia explicar fórmulas algébricas antes de ter estudado as mesmas. Em 1869 ela se mudou para a Alemanha com o propósito de estudar ciências naturais, mas mulheres não eram admitidas na universidade; porém conseguiu permissão para comparecer às aulas. Em 1884, foi designada como professora na Universidade de Estocolmo, Suécia, uma cadeira que somente cinco anos depois seria oficializada, desta forma tornando-se a primeira professora universitária feminina na Escandinávia e a terceira na Europa(depois de duas italianas).
  • Tamás Péli - Hungria - (1994)
Foi o primeiro cigano húngaro que se formou como pintor profissional, na Academia de Arte Nacional de Amsterdã. Suas obras são reconhecidas mundialmente e são consideradas entre as obras-primas de artes visuais. Ele passou sua paixão a pintura para os ciganos de seu clã, e inspirou as futuras gerações de artistas ciganos.
  • Tony Gatlif - Argélia - (1948)
Seu nome, Michel Dahmani nascido em uma família cigana de Andalusia.
Tony é o maior diretor de filmes ciganos no mundo e amplamente premiado. Filmografia: La Tête en ruine (1975) , La Terre au ventre (1978) , Corre gitano (1981), Canta gitano (1981), Les Princes (1982), Rue du départ (1985)
Pleure pas mon amour (1989) ,Gaspard et Robinson (1990) , Latcho Drom (1992), Mondo (1995), Gadjo dilo (1997) , Je suis né d'une cigogne (1998)
Vengo (2000), Swing (2001), Exils (2004), Transylvania (2006)
  • Valdemar Kalinin – Bielorússia - (1941)
É um escritor cigano contemporâneo, partidário da Escola Literária Russo-Romani. Autor da coleção de poesia Sonhos Ciganos, escrito em bielorusso, inglês e uma versão em romani, em alfabetos cirílico e latino. Foi premiado com o Prêmio de Hiroshima para Paz e Cultura em 2002 e Prêmio Literatura Cigana do Instituto de Sociedade Aberto de Budapeste em 2003. Também escreveu uma tradução da Bíblia em romani.
  • Veijo Baltzar - Finlândia (1942)
É o primeiro cigano na Finlândia a ter publicado um livro sobre a cultura cigana. Ele ainda era muito jovem quando começou a escrever, e seus trabalhos sempre alcançaram sucesso não só na Finlândia, mas também na Suécia. Poeta, novelista e dramaturgo, fundou o Teatro da Vida Cigana Romany, premiado em seu país e no estrangeiro.
  • Víctor Heredia - Argentina - (1947)
Embora este artista seja bem conhecido pelo compromisso com os latino-americanos. Ele pertence à grande família Heredia (ciganos de Andalusia) sua origem cigana.
  • Viktória Bernáthné Mohácsi - Berettyóújfalu- (1975)
É a segunda mulher cigana que se tornou membro do Parlamento europeu quando a Hungria se uniu a União européia em 2004, para o Szabad Demokraták Szövetsége, substituindo o colega de partido Gábor Demszky.
  • Yiorgos Mangas - Grécia - (1952)
É um cigano grego, considerado o melhor tocador de clarinete solista contemporâneo na Grécia. O estilo particular e técnica, usando escalas complexas em cima de um fundo harmônico modal, deslizamentos e mudanças inesperadas, e o modo pessoal de interpretação e habilidade de improvisação não só conquistaram o público na terra nativa mas ao longo da Europa e América.
  • Yul Brynner - Rússia - (1915 -1985)
De fato ele teve só 1/4º de sangue de cigano, e 1/4º judeu, pela mãe Marousia Blagovidova cujo o pai era um judeu russo e a mãe dela uma Cigana russa.
Foi de qualquer maneira entre ciganos que ele começou a vida aventureira, enquanto tocava violão em roda de músicos ciganos e trabalhava como trapezista em circo. Ele foi eleito Presidente Honorário dos Ciganos, em um escritório que ele manteve até a morte.
  • Washington Luís Pereira de o Souza - Rio de Janeiro (1926-1957)
Presidente do Brasil (15/11/1926-24/10/1930), foi o último presidente democrático da República Velha. Ele pertenceu a uma família de ciganos Calon. Libertou os prisioneiros políticos e parou o toque de recolher que estava em vigor quando ele assumiu o governo. Era o escritor e historiador, e depois do retorno do exílio foi eleito membro da Academia Brasileira de Literatura.